Ciclo Ribeiro Bicicletas - A Fera que nasceu no MS Ciclo Ribeiro Bicicletas - A Fera que nasceu no MS

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Sobre a Ciclo Ribeiro

A FERA QUE NASCEU NO MATO GROSSO DO SUL
06 de Abril de 1954 - Fazenda Córrego Limpo, município de Rochedo, nascia Clemêncio Frutuoso Ribeiro, fundador do Grupo Ciclo Ribeiro. Para alcançar o sucesso, Ribeiro lançou-se de peito aberto na vida e, desde pequeno, soube conviver com imensas dificuldades, mas acima de tudo, aprendeu a ultrapassá-las. Com apenas 2 anos de idade ele perdeu o pai, vítima de um raio que o acertou quando separava algumas cabeças de gado no pasto. O pai de Ribeiro morreu exatamente no dia em que amealhava seu pequeno rebanho para deixar a fazenda e partir com a família para Campo Grande. A viagem começaria no dia seguinte.
Àquela época, o percurso era cansativo e demorava mais de 30 horas. Com a inesperada morte do pai, o sonho de vir para a cidade foi adiado. No entanto, antes de falecer, o pai de Ribeiro já havia construído uma casa de alvenaria na cidade. No terreno onde, hoje, está localizada a matriz da Ciclo Ribeiro, na Avenida das Bandeiras, Vila Carvalho.
A existência desta casa, manteve vivo na mãe de Ribeiro, Dona Olícia, e nos filhos, o ideal de transferir-se para Campo Grande. No início da década de 60, a família finalmente conseguiu deixar a fazenda. Segundo Ribeiro, a viagem foi uma aventura. Vieram todos com o que conseguiram pegar-cachorro, galinhas, aves- e venceram o percurso entre Campo Grande e Rochedo, pisando na lama, enfrentando animais e muito mato.

A CHEGADA EM CAMPO GRANDE
Com apenas 6 anos de idade, Ribeiro experimentou uma profunda mudança na sua vida, um menino do campo na cidade “grande” descobriu que precisaria trabalhar duro para sustentar-se. Era tudo novo. Pessoas diferentes, movimento, hábitos distintos, enfim, uma completa reviravolta na vida daquele garoto.
No entanto, Ribeiro não se acovardou. Decidiu partir em busca de um trabalho e conseguiu um emprego de vendedor do Jornal Correio do Estado. Acordava ás 3 horas da manhã, passava na antiga sede do jornal, na Rua 14 de Julho, apanhava seus exemplares e saia pelas ruas para ganhar seu dinheiro.
Um fato interessante à essa época é que Ribeiro só tinha uma camisa e, mesmo assim, tinha sido feita pela mãe com saco de aninhagem. Um dia, quando vendia seus jornais, passou um caminhão e da sua carroceria caiu um embrulho. Ao abri-lo, Ribeiro encontrou uma camisa de tecido. Esta camisa ele usou ininterruptamente durante 8 meses. Só tirava à noite para que sua mãe pudesse lavá-la. E, no dia seguinte, lá estava Ribeiro com a mesma camisa, vendendo seus jornais.
E, assim, prosseguia a vida daquele garoto. Nas suas andanças pela cidade, começou a observar que muitas crianças, como ele, trabalhavam com engraxate e conseguiam ganhar um bom dinheiro com este ofício. Ribeiro não pensou duas vezes. Construiu sua caixa de engraxate, colocou-a nas costas e iniciou um novo trabalho.
Sem um ponto fixo, ele percorria os lugares mais movimentados da cidade e passou a ter uma meta: tinha certeza que iria conseguir um ponto de engraxate na Praça Ary Coelho- tarefa considerada quase impossível àquela época, já que os engraxates da Praça não deixavam ninguém entrar. Com muito esforço e, usando um pouco de malícia, ele acabou conquistando seu “lugar ao sol” e montou o negócio. Para Ribeiro foi uma vitória.

O PRIMEIRO CONTATO COM A BICICLETA
Enquanto Ribeiro ganhava a vida com engraxate na Praça, sua mãe também tentava aumentar a renda da família. Até que um dia, alugou os fundos de sua casa para o Sr.Kimito Kanatsu, um bicicleteiro que ainda mantém seu negócio na Avenida das Bandeiras. Ribeiro, então, decidiu ajudar na bicicletaria, fazendo remendos e pequenos serviços. Foi seu primeiro contato com as bicicletas. Jamais ele poderia imaginar que, ali, estaria começando o que se tornaria a Ciclo Ribeiro, uma empresa sólida e respeitada.
Mas, a vida dá suas voltas e, um belo dia, com apenas 13 anos de idade, Ribeiro resolveu ganhar o mundo. O garoto queria conhecer outros lugares, pessoas novas, queria se aventurar ainda mais. Uniu-se a um amigo e partiu rumo a Corumbá, chegando até a Bolívia e Argentina. Vivia de fazer artesanato - como era costume àquela época. Dormia em qualquer lugar: nas calçadas, em casas abandonadas. Comia o que o dinheiro podia comprar. Buscava a liberdade.
O garoto conseguiu liberdade e aprendeu ainda mais com a vida. Por engano, chegou a ser preso em Corumbá, mesmo menor de idade, permanecendo por três dias atrás das grades. Foram momentos que pareciam não ter fim. O que era para ser um cerceamento da liberdade que tanto buscava, acabou transformando-se em uma experiência de vida. Ao sair, resolveu estender suas andanças para outros países, sempre com a certeza de que, com seu trabalho de artesanato, seria capaz de sustentar-se. Ribeiro foi para a Bolívia e, da lá, para a Argentina. Viveu o que buscava: uma grande aventura.
Sentiu ainda mais na pele como buscar um lugar para dormir. Aprendeu a dar um valor incomparável ao seu trabalho e a viver sem ajuda de ninguém. Estava longe da família, aprendendo as lições que a vida ensina.

A PRIMEIRA POUPANÇA E UMA GRANDE DECEPÇÃO
Depois de um ano fora de casa, Ribeiro decidiu que era hora de retornar para junto da família. Ao chegar a Campo Grande constatou que ainda existia a bicicletaria nos fundos da casa de sua mãe. Voltou a ajudar o Sr. Kimito nos serviços gerais. No entanto, apareceu a oportunidade para um emprego fixo e ele foi trabalhar em uma Fábrica de Malas, propriedade de um italiano.
Algum tempo depois, o ainda garoto Ribeiro, então com 15 anos, ganhou uma herança de 30 vacas, proveniente da venda da Fazenda onde morava em Rochedo. Imediatamente ele vendeu o gado e, pela primeira vez, entrou em um Banco. Foi abrir uma poupança, onde deixou depositado todo seu dinheiro. Contudo, a vida, mais uma vez, resolveu colocar o garoto à prova.
Como estava em sérias dificuldades financeiras, o patrão italiano pediu o dinheiro emprestado e, Ribeiro, resolveu ajudá-lo. Para sua surpresa, pouco tempo depois, o italiano o despediu e avisou que não pagaria a dívida. Neste dia Ribeiro conheceu o que era uma traição, e mesmo assim, optou por apenas chorar. Foram dias de lágrimas e muita tristeza.

O SUSTENTO DAS BICICLETAS
Após ter experimentado seu primeiro prejuízo, Ribeiro resolveu começar a trabalhar durante todo o dia com o Sr.Kimito, na bicicletaria nos fundos de sua casa. Ele decidiu que iria tirar seu sustento das bicicletas. Foi um momento decisivo em sua vida, a partir do qual iniciou sua trajetória como empresário do setor. Trabalhava dia e noite, remendava câmaras, trocava peças e, pouco tempo depois, já dominava tudo a respeito de bicicletas.
Com 16 anos, Ribeiro já havia conseguido comprar 3 bicicletas e um rádio. Procurando aqui e ali descobriu que alguém estava vendendo uma bicicletaria no Santo Amaro. Percebeu que era a oportunidade de cuidar do seu próprio negócio e ofereceu ao proprietário suas 3 bicicletas e o rádio em troca da bicicletaria. Acordo feito, Ribeiro passou a trabalhar ainda mais.
Mas a alegria não durou muito. Um mês depois, ele foi obrigado a fechar a bicicletaria por falta de clientes. Imediatamente, abriu outra “portinha” na Avenida Calógeras. Entretanto, após alguns meses de trabalho, acabou enfrentando dificuldades e foi despejado do imóvel. Cada vez mais, avolumavam-se os obstáculos. Dificuldades colocavam-se sempre à sua frente, mas o garoto estava firme em sua decisão de progredir e não se deixava abalar como os contratempos.

CALÇAS E JAQUETAS POR UM SONHO
Após ser despejado, Ribeiro voltou a fazer vários serviços ao mesmo tempo, inclusive na bicicletaria nos fundos da casa de sua mãe. Trabalhava e guardava o dinheiro. Assim, conseguiu o suficiente para comprar tijolos e levantar um barraco de 2×3 metros quadrados na frente do terreno onde ficava a casa de sua mãe. Onde, hoje, é a sede da Ciclo Ribeiro. Mas naquela época, as coisas eram muito diferentes e ele ofereceu três calças jeans e 2 jaquetas a um pedreiro para ver o barraco erguido. Com as quatro paredes levantadas, Ribeiro percebeu que não tinha como cobrir o imóvel. Durante dois meses, trabalhou daquela forma mesmo, sem telhas. Quando percebia que estava para chover, apressava-se em cobrir todas as bicicletas e corria para se proteger. Era uma luta diária. Assistindo ao esforço daquele garoto, uma vizinha resolveu ajudá-lo, fornecendo-lhe 6 telhas.
Naquele momento, Ribeiro percebeu que estava pronto para começar a trabalhar de forma mais arrojada. Afinal, estava dentro de sua própria sede, tocando seu negócio e no terreno da família. Tinha tudo para dar certo. Aos poucos, ele foi conquistando clientes. Nascia ali, um dos pilares da Ciclo Ribeiro: atendimento integral ao cliente.

TRABALHO E OUSADIA
A partir do princípio do atendimento integral ao cliente, Ribeiro inovou. Quando alguém deixava a bicicleta para fazer um simples reparo no pneu, ele providenciava uma checagem completa e fazia a lavagem. Quando o proprietário retornava para apanhá-la, quase não reconhecia sua própria bicicleta. Dessa maneira, ele foi conquistando mais do que clientes, ganhava, a cada dia, novos amigos. Semeava trabalho e honestidade, colhia confiança.
Mas, nem tudo eram flores. Quando o movimento estava fraco, ele tinha que se virar de alguma forma e, então, arranjou uma maneira de ganhar um pouquinho a mais. Àquela época, a Avenida das Bandeiras ainda era de terra batida e, quando chovia, os carros atolavam. Então, ele ajudava a empurrar e ganhava alguns trocados a mais.
Passados 2 anos, Ribeiro conseguiu aumentar seu negócio e construiu uma peça anexa. Trabalhava todos os dias, inclusive sábados, e domingos e feriados. E foi exatamente, em um sábado que as coisas começaram a mudar. Ribeiro estava sentado em frente à sua bicicletaria, quando passou um vendedor de São Paulo, oferecendo-lhe todo tipo de peças para bicicletas e condições especiais para pagamento. A princípio, Ribeiro pensou em não aceitar a proposta do vendedor, mas como este insistiu, fechou um pedido de várias peças, como pneus, câmaras de ar, pedais, entre outras. O total do pedido acabou por preencher um caminhão repleto de mercadorias. O prazo estipulado para pagamento foi de 30, 60, 90 e 120 dias.

PASSEIOS CICLISTICOS UMA MARCA DA CICLO RIBEIRO
Desde 1991, a CICLO RIBEIRO promove eventos em todo o Estado. O principal deles é o Passeio Ciclístico em Campo Grande. Na sua primeira edição, o Passeio reuniu 500 ciclistas. Atualmente, mais de 8.000 ciclistas participam do evento que conta com distribuição de brindes e sorteio de bicicletas. O Passeio é sempre realizado no dia 1° de Maio e já se tornou uma festa tradicional o calendário de eventos da cidade. Nas cidades do interior do Estado, os Passeios Ciclísticos também são tradição.

ACAMS ASSOCIAÇÃO CICLISTICA AMADORA DE MATO GROSSO DO SUL
Com objetivo de unir os ciclistas de todo o Estado e oferecer uma assistência ao pessoal, Clemêncio Ribeiro fundou em 28 de fevereiro de 1997, a Associação Ciclística Amadora de Mato Grosso do Sul. Atualmente são 1.200 associados que recebe gratuitamente assessoria jurídica, assistência medica odontológica, além dos serviços de um oftalmologista.
Os associados têm à sua disposição uma moderna estrutura de equipamentos com atendimento de especialistas em cada área. Tudo isso em sede própria, localizada na Avenida das Bandeiras, 2404. A meta do Sr. Ribeiro é transformar a Associação em um mini hospital para estender os benefícios ao maior número possível de ciclistas e seus familiares.